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Em tempos de bancos digitais, pagar taxas e pegar filas é retrocesso!

Uma breve análise sobre os atuais bancos digitais

Link da imagem: <http://folhacentrosul.com.br/lib_imagens/uploads/charge-bancosgdsgsg.png> Acesso em: 30/06/2019

 

Conversando recentemente com alguns amigos, um deles ex-bancário aposentado, este começou a nos contar como eram feitas as transações bancárias antes da Era da Informatização. Dizia ele que, eram comuns as anotações nas “cadernetas amarelas” dos clientes, em relação às saídas e entradas de suas contas. E complementava dizendo que, no período noturno eram realizadas as compensações e cálculos por outros funcionários.

O mais curioso é que com o passar do tempo e claro, com a informatização dos sistemas bancários, muita coisa mudou, e o que marca o atual cenário dos bancos é a rapidez das transações. Mas, uma coisa é certa, a única coisa que não se alterou foram as taxas (ah, e as filas). E haja taxa (e fila)! Desde que abri a minha primeira conta em um banco, acredito que já paguei uns bons valores ao nosso “amigo banco”.

É dentro dessa perspectiva nem tão atual, que começaram a surgir os chamados bancos virtuais. Por curiosidade e para saber se de fato valia a pena, resolvi aderir a moda dos mesmos. De fato, a comodidade e a praticidade (e a falta de filas) impressionam, você consegue resolver tudo na palma de sua mão por meio do aplicativo. E o melhor de tudo, não há taxas para os serviços essenciais.

Você deve estar pensando: Ah, mas os bancos físicos também não cobram taxas de determinadas contas! Sim e não! Vejamos: Os bancos precisam lucrar! Certo? Então, essa será a última coisa a lhe ofereceram (e se, oferecerem!). Se passar, passou! E assim ficará, até você questionar, e destaco que isso aconteceu comigo em duas instituições bancárias.

O que vejo para um futuro não tão distante, é uma possível adequação do ditos “grandes bancos” a nova conjuntura. E como se diz naquela frase tão famosa erroneamente atribuída a Charles Darwin: “As espécies que sobrevivem não são as espécies mais fortes, nem as mais inteligentes, e sim aquelas que se adaptam melhor às mudanças.” Assim, penso que uma mudança seria mais que inevitável.

Enfim, em tempos pós-contemporâneos e não tão seguros, também ficam as preocupações em meio cenário digital. E mesmo com tal insegurança, de uma coisa tenho certeza, em meio a tantas taxas e cobranças disso ou daquilo (ah, e filas!), precisamos urgentemente deixar de pagar tanta coisa sem ao menos saber o motivo e da mesma forma, resolvermos a grande maioria das transações de forma rápida e sem melindres por este ou aquele banco.

 

Tiago Rafael dos Santos Alves

Professor e Historiador

Membro Correspondente da ACL

tiagorsalves@gmail.com

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