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CEJAI encerra ano de 2019 com recorde de adoções internacionais realizadas no Rio Grande do Norte

A Comissão Estadual Judiciária de Adoção Internacional (CEJAI), da Corregedoria Geral de Justiça do Rio Grande do Norte, encerrou 2019 com um recorde no número de adoções internacionais de crianças e adolescentes potiguares por estrangeiros. Somente este ano, foram 11 adoções deste tipo. O anúncio foi feito pelo corregedor geral de Justiça, desembargador Amaury Moura Sobrinho, na última sessão da Comissão no ano, realizada na última sexta-feira (13).

Foram ainda analisados dois processos de adoção internacional, sendo um casal de italianos e um casal de espanhóis, onde foi constatado que a documentação estava correta, com pareceres favoráveis pelo Ministério Público e, assim, à unanimidade, as habilitações para as adoções foram deferidas. A sessão contou com a participação dos membros: desembargador Amílcar Maia (vice-presidente); juiz Diego Cabral (secretário-executivo); juiz José Dantas de Paiva e o advogado Francisco Cláudio.

Segundo o desembargador Amaury Moura, os 11 processos de adoção internacional deferidos representam 11 crianças que voltam ao convívio familiar e na comunidade internacional. “Esse número é um recorde histórico na CEJAI. Eu já participei como membro da Comissão em outras oportunidades e não lembro de outro feito semelhante. Este é o maior número de adoções conseguidas em um período de um ano, o que traduz o nível de empenho e dedicação dos membros desta Comissão”, comemorou.

O corregedor geral também falou do sucesso de dois projetos da CEJAI que já são exitosos, na sua avaliação, pelos resultados apresentados, entre os quais o Projeto “Padrinhos”, que já registrou a propositura de 23 pretendentes e interessados, sendo dois na Modalidade Provedor, oito na Modalidade Profissional e 13 na Modalidade Afetiva.

O desembargador garantiu que já estão prontos os Termos de Compromissos e será agendada uma sessão para a assinatura destes termos. “A CEJAI está promovendo ações para motivar cada vez mais as adoções de pretendentes, inclusive com ações na mídia televisiva para divulgar e dar maior destaque ao Projeto Padrinhos”, comentou.

O outro projeto citado pelo desembargador Amaury Moura foi o “Eu Existo”, que, segundo ele, já realizou duas adoções nacionais de adolescentes que estavam totalmente fora do perfil buscado pelos adotantes e, assim, realizou o sonho destes adolescentes de ter uma família. “Resumidamente, esses dois projetos trouxeram esses aspectos positivos e de alta relevância para a sociedade, que, por vezes, até desconhece essa atividade do Poder Judiciário”, pontuou.

Membro e vice-presidente da CEJAI, o desembargador Amílcar Maia afirmou ser o primeiro contato seu com a área de adoção, já que em sua carreira se dedicou à área criminal. Ele considerou a área de adoção uma experiência nova e bastante interessante pelo serviço que oferece à sociedade.

Já o juiz José Dantas de Paiva falou sobre sua experiência na área de adoção. Para ele, o importante é que se faça o trabalho para ajudar crianças e adolescentes a terem os seus direitos fundamentais promovidos e que tenham uma família.

“O empenho da CEJAI é de cada vez mais avançar e poder, não somente acelerar os processos de julgamento, como também contribuir para a sociedade, entregando essas crianças que estão em abrigos a famílias internacionais onde eles vão ter educação, saúde e, enfim, uma família, que é exatamente o que eles mais desejam”, salientou.

Fonte: TJRN 

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